O dia em que perdi para 4.000 notas

Como nasceu o OopsMemo

Vou começar com uma confissão: sou viciado em notas.

Anotações de reunião, telefone de cliente, ideias das 3 da manhã que iam “mudar o mundo” (de manhã, quase nenhuma tinha mais esses planos) e o leite que eu sempre esqueço de comprar. Depois de alguns anos assim, meu celular guardava umas 4.000 notas.

Aí chegou o dia. Abri uma nota e o app ficou em silêncio, perdido em pensamentos. Eu também. Nenhum dos dois chegou a conclusão nenhuma.

Vivemos na era do cada um por si

Olhe em volta e dá um certo medo. Guerra no noticiário, zumbi em metade dos jogos e cada vez mais gente dizendo que, no fim das contas, proteger você e a sua família é com você mesmo. Tem gente que até deixa uma mochila de sobrevivência do lado da porta.

E as notas, a informação que mora no cantinho mais fundo do nosso dia a dia?

Notas são coisas estranhas. A gente ignora por meses e, no instante em que acha que perdeu uma, o coração vai parar no pé. Os apps de notas sabem disso e dizem: “Relaxa. A gente sincroniza tudo em todos os seus aparelhos. Para sempre.”

Então a gente sincroniza. Celular, tablet, notebook, o computador do trabalho. E aí testemunhamos um pequeno milagre: uma nota apagada ressuscita em outro aparelho, feito zumbi. Você apagou, com certeza. Ela volta andando mesmo assim. Sinceramente, nunca precisei comprar jogo de zumbi.

Anos depois, quando você finalmente cai em si, percebe duas coisas.

Se você já passou por isso, sabe. Eu sei. Minha carteira sabe melhor que ninguém.

Então resolvi ser honesto

As notas eram minhas. Eu até pagava para guardá-las. Mesmo assim, quando eu queria levá-las para outro lugar, era estranhamente difícil. Tipo um guarda-volumes que cobra o aluguel todo feliz e, quando você vai buscar suas coisas, pergunta: “Que caixas?”

Então fiz o meu próprio, para mim e para quem estivesse tão cansado disso quanto eu. Só quatro regras:

Backup? Chega de desculpa preguiçosa

“Mas e se eu perder o celular?”

Boa pergunta. A resposta é quase sem graça.

De vez em quando, toque em “Exportar backup” nas Configurações. Suas notas e fotos saem num único arquivo ZIP. Mande por e-mail para você mesmo, guarde no computador ou num pen drive, ou esconda naquele celular velho da gaveta. Onde ele fica, quem decide é você. A ideia é justamente essa.

Perdeu o celular, deixou cair no rio ou o cachorro comeu (não baseado em fatos reais)? No celular novo, é só escolher “Restaurar do backup” e abrir esse arquivo. Suas notas voltam na hora. Já começou a escrever notas novas? Sem problema. Nada é apagado; tudo se junta numa boa.

Sem sincronização complicada, sem mensalidade, sem “sua sessão expirou”.

É como levar uma lanterna na mochila de sobrevivência. Nada de mais, mas essa uma coisa já basta. Só que lanterna só ajuda se estiver mesmo na mochila. Então, por favor, faça backup de vez em quando. A única coisa que o OopsMemo não consegue é lembrar por você, mas a gente pretende mandar um lembrete camarada.

Os celulares de hoje dão conta de dezenas de milhares de notas sem nem suar. Memórias leves mas preciosas, como as notas, agora são algo que você mesmo pode guardar e proteger.

Uma última coisa

Fiz o OopsMemo para eu mesmo usar todo dia. Ele ainda não é perfeito, e tem muita coisa que ainda quero colocar (está tudo listado com sinceridade na página do roadmap).

Mas uma coisa eu posso prometer: nunca vou fazer suas notas de refém.

Oops! Anote antes que esqueça. O OopsMemo cuida do resto.

— Woojung Joo, desenvolvedor do OopsMemo

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